Atordoado
o bicho come o bicho
Não há festim
nem gosto
Há matança
músculos estraçalhados
O sangue negro jorra entre os ossos
Os nervos rompidos se esgrouvinham
As presas rompem
trincham
esfacelam o outro
O outro com as vísceras expostas
ainda respira
Sorvos de arranque
O outro sempre vítima

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