A mancha e o sal do corpo
profundo por persistir nas palavras
do desencanto
A intimidade pública
continua a diáspora para
testemunhar o anoitecer
O anoitecer de árvores
que fazem da chama frágil
a prédica de um cartógrafo
O segundo andar anuncia a derrocada
de novo planeta
O olhar da linguagem
sobre as mãos
confirma a madrugada sem nuances
A mancha sobre o peito
nada aproxima
nem os lábios têm intenção clara
O sal do espaço acossa
certa circunstância do gesto
Renovar a hora noturna
saudando com cautela
o amigo cuja fertilidade
transforma este texto
(Releitura de João Maimona – Angola)

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