Nos músculos da lembrança

A manhã apareceu num dilúvio de névoas. Navios tresloucados, zonzos de noite insone, despregavam-se com preguiça dos galhos das árvores. Quebrei meus olhos na vidraça, tentando reinventar os pássaros. Tanta indigência na manhã me levou de volta aos baús. Não encontrei fotos, nem preciosos guardados de ontem na memória. Sabia com ânsia nos membros que a todo custo seria necessário dar outra forma ao dia.

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