Aquaera a dois

Que nunca mais se esquecesse das coisas ditas em ritmo de expectativa e ansiedade, tempo da permanência da miragem e de sua figura como parâmetro do maravilhamento, moldura da grandeza simples de cada verso lido ou escrito, a cada mensagem significativa encontrada num quadro, o detalhe como gadanho de um canto da vida. Todos esteselementos em verdade enlevavam a condição deles a um patamar fora do comum. Que então, nunca perdesse o rumo parecendo afunilar os dois por uma mesma causa afetiva, quando se ganha no braço e na fibra do cérebro as lides cotidianas de cada dia. Que nunca rompesse os frágeis laços colocando entre eles uma figura capaz de aguar em demasia a aquarela tosca que ambos compunham a medo e sem saber o modo adequado de continuá-la, nem com qual pincel.

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