No centro de um círculo

Conheço a geografia a indicar-me que não faço sentido. O que pouco importa na conjuntura de precipícios ajustados à minha porta no mundo. Avanço no labirinto com todas as velas pnadas e com licores extraídos das últimas palavras que usei com o vagar dos velhos sem destino. Talvez se auscultar o tempo, inexista alternativa, a não ser claudicar escada abaixo para apanhar os jornais de ontem. Manchetes que me assustam pela revelação do mundo. O instinto de recapitular me traz a sonda dos silêncios, mantidos dentro de casa como caixas de que é difícil se desfazer. Um vento a sudoeste reanima as cortinas. Elas refazem os quadros em sua dimensão semanal. Estou no centro de um círculo. Ele gira num sentido que sou incapaz de apreender. Ele é feito de fogo e doma as poucas palavras que ainda armazeno para me virar. Contra o vazio. Aí talvez entre a História com suas figuras que me despertam explosões de mundo. Mesmo que na superfície a platitude é contínua.

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